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26/04/2013 12:41:06

Pacote do etanol não garante alívio para o consumidor nas bombas

Por: Marinella Castro, Deco Bancillon e Rosana Hessel

Há mais de dois anos sem competitividade nas bombas do estado, o etanol vai ganhar fôlego extra com medidas de estímulo ao setor e pode voltar a abastecer a frota flex. O governo federal anunciou ontem um pacote de incentivo ao combustível que inclui a desoneração do PIS e Cofins – tributos que representam R$ 0,12 em cada litro do combustível – e redução da taxa de juros para financiamento, além da elevação de 20% para 25% do percentual de álcool anidro adicionado à gasolina.

As medidas vão custar R$ 2,4 bilhões aos cofres públicos em 2013. No caso do biocombustível, entretanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não garantiu que os benefícios chegarão ao consumidor na forma de desconto nos preços na bomba. “Nossa prioridade é aumentar os investimentos e a produção de etanol no país. É claro que, com mais oferta, a gente espera que haja também uma redução do preço, mas não dá para saber de quanto seria”, minimizou.

Em Minas, a expectativa do setor é de que o início da safra, aliado à desoneração, torne dentro de 15 dias o etanol competitivo nos postos, opção que o consumidor mineiro não experimenta desde agosto de 2012. O preço médio do etanol na capital é de R$ 2,15, contra R$ 2,78 da gasolina. Para ser competitivo o produto deveria custar pelo menos R$ 1,94, em média. “Vamos precisar de um tempo para avaliar melhor a medida, mas certamente o consumidor terá dois efeitos positivos nas bombas, a desoneração e a chegada da safra, que deve ser 10% maior que a do ano passado”, considera Luiz Roberto Marques, presidente do Sindicato da Fabricação do Álcool de Minas Gerais (Siamig). Nas contas do Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, a produção de etanol deve crescer 16% na atual safra.

Saiba Mais: [Estado de Minas]

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